Técnica · 10 min de leitura

Consumo de eletrodo e arame por metro de solda: a conta completa

A fórmula do metal depositado, a eficiência de deposição de cada processo e a tabela de gramas por metro de filete, do eletrodo revestido ao TIG. Com quantos metros rende 1 kg de arame, quanto de gás o MIG bebe por hora de arco e o custo do consumível por metro.

Conteúdo da engenharia da Neder. Anos de obra em cobertura, pergolado e estrutura metálica, escrito por quem executa, pra você cobrar e instalar com segurança.

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Um filete de 4 mm de perna deixa 63 gramas de metal na peça por metro de solda, ou uns 69 g contando a barriga que todo filete manual tem. Só que depositado não é comprado: pra deixar esses 69 g na peça você tira do estoque 115 g de eletrodo revestido, ou 74 g de arame MIG sólido. A conta inteira é uma só: perna ao quadrado dividida por dois, vezes o comprimento, vezes 7,85 g/cm³, e o resultado dividido pela eficiência do processo. O resto deste artigo é essa conta aberta, com as tabelas prontas por bitola de filete.

Como se calcula o consumo de solda por metro de cordão?

O filete é um triângulo. Com as duas pernas iguais, a área da seção é perna ao quadrado dividida por dois. Multiplica pelo comprimento do cordão e você tem o volume. Multiplica pela densidade do aço, 7,85 g/cm³, e tem o peso do metal que ficou na peça.

Em números, pra não ficar no abstrato. Filete de 6 mm, 1 metro de cordão. A área é 6 × 6 ÷ 2, igual a 18 mm². Um metro tem 1.000 mm, então o volume é 18.000 mm³, ou 18 cm³. Vezes 7,85 dá 141 gramas. Esse é o metal depositado teórico de 1 metro de filete de 6 mm, e ele não muda se você solda com eletrodo, com MIG ou com TIG. O que muda é quanto você precisa comprar pra chegar nele.

💡 O triângulo puro é teoria. Filete manual sai convexo, com barriga, e ninguém acerta a perna exata o cordão inteiro. Some de 10% a 20% em cima do teórico. As tabelas deste artigo já vêm com 10% de reforço embutido, que é o mínimo honesto pra solda de serralheria.
Perna do fileteÁrea da seçãoDepositado teóricoCom 10% de reforço
3 mm4,5 mm²35 g/m39 g/m
4 mm8,0 mm²63 g/m69 g/m
5 mm12,5 mm²98 g/m108 g/m
6 mm18,0 mm²141 g/m155 g/m
8 mm32,0 mm²251 g/m276 g/m
10 mm50,0 mm²393 g/m432 g/m

Repare no salto: dobrar a perna de 4 para 8 mm não dobra o consumo, multiplica por quatro. A área cresce com o quadrado. Esse é o número mais caro de toda a solda de serralheria, e volta lá embaixo quando o assunto for a perna que a norma realmente exige.

Por que o que você compra é sempre mais do que fica na peça?

Porque parte do consumível nunca vira cordão. O nome disso é eficiência de deposição: o peso do metal que ficou na junta dividido pelo peso do consumível que saiu do estoque. Cada processo perde de um jeito, e a diferença entre eles é grande o suficiente pra virar erro de compra.

ProcessoEficiência de deposiçãoOnde some o material
Eletrodo revestido (SMAW)55% a 68%Toco, revestimento virando escória e respingo
MIG/MAG arame sólido (GMAW)92% a 98%Praticamente só respingo
Arame tubular com gás (FCAW-G)80% a 90%Escória do fluxo e respingo
Arame tubular autoprotegido (FCAW-S)78% a 85%Escória, fumaça e respingo
TIG (GTAW)95% a 99%Ponta da vareta que sobra na mão
Arco submerso (SAW)99%Quase nada, sem contar o fluxo

Isso não é número de catálogo. Num ensaio publicado na revista Soldagem e Inspeção, Soeiro Junior, Luz e Brandi mediram em laboratório, em chapa ASTM A36, com arame de 1,2 mm e corrente entre 200 e 250 A, eficiência média de deposição de 93% para o arame sólido ER70S-6 e de 81% para o arame tubular E71T-1C. Os autores explicam a diferença pelo motivo mais simples do mundo: o tubular gera escória, e escória não vira cordão.

💡 O eletrodo revestido é o que mais engana, e é justamente o que a maioria das oficinas usa. Você paga o peso da vareta inteira, alma mais revestimento, e o revestimento, fora o pó de ferro que alguns tipos carregam, não vira solda: vira escória e gás de proteção. Some o toco de 5 cm que sobra de uma vareta de 35 cm, que são 14% do comprimento no chão, mais o respingo. Por isso 1 kg comprado vira uns 600 g na peça.

Quantos gramas de consumível por metro de filete, em cada processo?

Esta é a tabela pra salvar no celular. Já está com os 10% de reforço e já dividida pela eficiência de cada processo, com 60% no eletrodo, 93% no arame sólido, 85% no tubular e 95% no TIG. É quanto SAI DO ESTOQUE por metro de cordão, não o que fica na peça.

Perna do fileteEletrodo revestidoMIG arame sólidoArame tubularTIG
3 mm65 g/m42 g/m46 g/m41 g/m
4 mm115 g/m74 g/m81 g/m73 g/m
5 mm180 g/m116 g/m127 g/m114 g/m
6 mm259 g/m167 g/m183 g/m164 g/m
8 mm460 g/m297 g/m325 g/m291 g/m

Duas ressalvas antes de você comparar esses números com qualquer outra fonte, inclusive com a calculadora deste site. A primeira é o reforço e o ponto de eficiência: aqui eu trabalho com 10% de reforço e 60% no eletrodo, enquanto a calculadora de consumo de solda usa 20% de reforço, que é o padrão de catálogo do Kobelco, e 62%. Por isso ela devolve de 5% a 10% a mais que esta tabela, e nenhuma das duas está errada: é a mesma conta com convexidade diferente, e quem solda filete pequeno de serralheria fica mais perto dos 10%. A segunda é o tubular, onde uso 85%: o catálogo publica de 80% a 90% e o ensaio brasileiro citado ali em cima mediu 81% em bancada, então 85% é o meio da faixa, não número de fabricante.

Agora a parte que quase todo mundo erra: contar os metros. O que consome não é o tamanho da peça, é o comprimento de cordão. Metalon 40x40 soldado no contorno inteiro dá 16 cm de cordão em cada encontro. Um portão com 40 encontros tem 6,4 metros de solda, não 40. Com filete de 4 mm, são 740 g de eletrodo ou 470 g de arame sólido. Parece pouco, e é: vinte portões no mês somam quase 15 kg de eletrodo que ninguém colocou no preço. Se você ainda está fechando esse valor no olho, vale rever quanto cobrar por um portão.

Quantos eletrodos tem 1 kg e quanto de cordão cada um faz?

O 6013 de 2,50 x 350 mm é o eletrodo da serralheria brasileira, então vale a ficha dele separada. Os números abaixo variam com a marca e com o comprimento da vareta, que pode ser de 300 ou de 350 mm, e por isso vêm em faixa:

Eletrodo E6013 2,50 x 350 mmReferência
Varetas em 1 kg50 a 70 unidades
Cordão útil por vareta20 a 28 cm
Rendimento de 1 kg13 a 18 metros de cordão
Amperagem usual60 a 100 A, com 80 A de ponto de partida
Toco descartadocerca de 5 cm por vareta

E aqui está a prova de que a fórmula funciona. Filete de 3 mm, que é o que se faz em metalon de parede fina, pede 65 g de eletrodo por metro pela tabela do bloco anterior. Um quilo dividido por 65 g dá 15,4 metros. A faixa que os fornecedores brasileiros publicam pro 6013 de 2,5 mm é de 13 a 18 metros por quilo. A conta de papel e a prática de oficina caem no mesmo lugar, e é por isso que dá pra confiar nela pra orçar.

Se a sua peça é de metalon e você ainda não fechou a bitola, a perna do filete sai do que você vai soldar: parede fina não aceita perna grande sem furar. A tabela de bitolas de metalon resolve esse lado antes de você calcular consumível.

Quantos metros tem 1 kg de arame MIG?

Aqui não tem faixa nem opinião, é geometria pura: arame maciço de aço, densidade 7,85 g/cm³. Um quilo rende sempre isto:

Bitola do aramePeso por metroMetros em 1 kgMetros num rolo de 15 kg
0,6 mm2,2 g451 m6.765 m
0,8 mm3,9 g253 m3.795 m
0,9 mm5,0 g200 m3.000 m
1,0 mm6,2 g162 m2.430 m
1,2 mm8,9 g113 m1.695 m
1,6 mm15,8 g63 m945 m

Cuidado pra não confundir as duas coisas: isso é metro de ARAME, não metro de cordão. Um quilo de arame de 0,8 mm tem 253 metros de fio, mas faz uns 13 metros de filete de 4 mm. O fio entra no cordão praticamente inteiro, e é justamente por isso que ele rende tanto mais que o eletrodo.

Quanto de gás o MIG consome por hora de arco aberto?

No MIG/MAG com mistura de argônio e CO2 para aço carbono, a vazão usual fica entre 10 e 18 litros por minuto, com 12 a 15 sendo o ajuste mais comum. No TIG, cai para 5 a 10 L/min, normalmente 6 a 8. E a conta do gás é vazão vezes TEMPO DE ARCO ABERTO, não tempo de obra: se você soldou 12 minutos numa hora, gastou gás nesses 12 minutos.

CilindroGás dentroDuração a 12 L/minDuração a 15 L/min
1 m³ (garrafa de 7 litros)1.000 L1h23 de arco1h07 de arco
4 m³ (garrafa de 20 litros)4.000 L5h33 de arco4h27 de arco
7 m³ (garrafa de 40 litros)7.000 L9h43 de arco7h47 de arco

Um aviso sobre a primeira coluna: o número em litros é o tamanho da garrafa, não o gás que cabe dentro dela. Quantos m³ ela carrega depende da pressão com que o fornecedor enche, e por isso a mesma garrafa de 20 litros é anunciada como 3 m³ numa loja e como 4 m³ na loja do lado, as duas honestas. O que manda na sua conta é o m³ escrito na nota, nunca o litro estampado no cilindro.

Pra achar o custo: divida o preço da recarga pelos litros do cilindro e você tem o preço do litro. Cilindro pequeno é caro por litro, o mesmo gás sai bem mais em conta no de 7 m³, e é por isso que oficina que solda todo dia troca o cilindrinho. Depois é só multiplicar pelo tempo de arco da peça. Quem preferir não fazer isso na mão pode jogar na calculadora de consumo de solda, mas a conta acima resolve com uma calculadora de celular.

💡 Três perdas de gás que ninguém lança: o sopro de purga a cada início de cordão, o regulador aberto além do necessário porque alguém achou que mais gás protege mais, e o vento. Em obra ao ar livre, uma brisa leva a proteção embora e você ganha porosidade sem enxergar. Nesse caso o certo é fechar a área ou mudar para arame tubular autoprotegido, não abrir mais a vazão.

Qual perna de filete a norma realmente exige?

Antes de calcular consumo, calcule a perna certa, porque filete maior do que precisa é dinheiro queimado ao quadrado. As dimensões mínimas de filete em função da espessura da parte mais fina da junta são estas:

Menor espessura da junta (a parte mais fina)Perna mínima do filete
Até 6,35 mm3 mm
Acima de 6,35 até 12,5 mm5 mm
Acima de 12,5 até 19 mm6 mm
Acima de 19 mm8 mm

Preste atenção na coluna de entrada dessa tabela da NBR 8800, porque é aí que quase toda tabela copiada da internet erra: quem manda no mínimo é a parte MAIS FINA da junta, não a mais grossa. A edição de 1986 da NBR 8800 entrava pela maior espessura do metal-base; a de 2008 inverteu para a menor, e a tabela velha continua circulando em apostila e em PDF de fórum. Na serralheria isso muda tudo, porque a junta quase nunca tem as duas partes iguais: metalon de 3 mm soldado numa chapa de 12,5 mm pede perna de 3 mm, não de 5. Perna de 5 ali fura a parede fina, empena a peça e ainda gasta quase o triplo de consumível: 180 g de eletrodo por metro contra 65 g, pela tabela de gramas por metro lá de cima.

Esses são os valores da tabela de dimensões mínimas de solda de filete da ABNT NBR 8800, na edição de 2008. Atenção à data, porque isso mudou de status: a NBR 8800 foi revisada, a edição de 2024 entrou em vigor em outubro de 2024 e conviveu com a de 2008 até abril de 2025, quando a nova passou a ser a única válida para projeto novo. Use a tabela acima como referência de oficina e confirme na edição vigente sempre que a obra pedir projeto e ART. Quem assina o cálculo é o engenheiro, não a sua tabela de bolso.

💡 O erro mais caro da oficina não é comprar eletrodo demais, é soldar perna demais. Um filete de 8 mm onde bastavam 4 gasta quatro vezes mais consumível, quatro vezes mais tempo de arco, empena a peça e ainda precisa de mais disco e mais lixa pra disfarçar. Solda grande não é solda forte, é solda cara.

Quanto custa o consumível por metro de solda?

Com os gramas por metro na mão, o custo vira multiplicação. Preços de referência levantados em lojas brasileiras em setembro de 2026, com o custo calculado pra 1 metro de filete de 4 mm:

ConsumívelFaixa por quilo (set/2026)Custo por metro de filete de 4 mm
Eletrodo E6013, comprado a granel ou em lataR$ 20 a R$ 30R$ 2,30 a R$ 3,45
Eletrodo E6013, caixa pequena de 5 kgcerca de R$ 30cerca de R$ 3,45
Arame sólido ER70S-6, rolo de 15 kgR$ 12 a R$ 25R$ 0,90 a R$ 1,85
Gás mistura Ar/CO2varia por praça e tamanho do cilindroconta à parte, pelo tempo de arco

A faixa do arame é larga de propósito, e a largura dela é a lição. Em setembro de 2026, o mesmo rolo de 15 kg de ER70S-6 de 0,8 mm aparecia por volta de R$ 195 em loja de ferramenta, o que dá uns R$ 13 por quilo, e passava de R$ 370 em anúncio de marketplace, que são quase R$ 25 por quilo. É a mesma bitola e a mesma especificação, muda a marca, a embalagem e quem está vendendo. Compare sempre pelo preço por QUILO, nunca pelo preço do rolo.

O arame tubular autoprotegido é o mais caro por quilo dos três, e vários fornecedores só passam preço sob consulta, o que foi o caso na checagem de setembro de 2026. Ele se paga em obra externa e em posição difícil, não em bancada. E o cilindro entra numa conta à parte: cilindro vazio de 1 m³ estava por volta de R$ 872 em setembro de 2026, e a recarga da mistura costuma ficar na casa de R$ 90 a R$ 140 conforme a praça e o tamanho.

💡 Essas faixas variam muito por região e pelo momento do aço, e servem só pra você conferir se está fora da curva, nunca pra virar o seu preço. O número certo sai da nota fiscal do SEU fornecedor, na SUA cidade, no mês em que você está orçando. Na hora de levar isso pro cliente, um modelo de orçamento que mostra o consumível como item faz o valor parecer calculado, porque ele é.

Como colocar o consumível no orçamento sem esquecer nada

  1. 1Meça o comprimento de cordão, não a peça. Some o perímetro de cada encontro que você vai soldar em volta.
  2. 2Defina a perna pela espessura da parte mais fina da junta, usando a tabela de mínimos, e resista à vontade de engordar o filete.
  3. 3Pegue os gramas por metro do seu processo na tabela deste artigo e multiplique pelos metros.
  4. 4Some de 10% a 15% de contingência. Ponto de solda de montagem, cordão refeito e teste em pedaço de sobra existem em toda obra.
  5. 5Lance o gás separado, pelo tempo de arco estimado vezes a vazão, e não junto com o arame.
  6. 6Jogue o custo do consumível dentro do custo direto, junto com o disco de corte, a lixa, o fundo e a tinta. Depois disso é que entra a hora de trabalho e a margem, do jeito que está em como precificar serviço de serralheria.

Os erros que fazem o consumível sumir do orçamento

  • Orçar pelo metal depositado e comprar por ele: falta material no meio da obra, sempre num sábado.
  • Achar que 1 kg de eletrodo dá 1 kg de solda. Dá uns 600 g, e essa diferença é o lucro de muita peça pequena.
  • Engordar o filete por insegurança: quadruplica o consumo e ainda empena a chapa fina.
  • Comprar embalagem grande sem conferir o preço POR QUILO. A caixinha de 1 kg às vezes sai mais barata por quilo que a lata de 18 kg da mesma marca, dependendo da loja e do mês. Divida o preço da embalagem pelo peso antes de decidir, sempre.
  • Deixar o cilindro de gás fora da conta porque ele já estava ali, como se gás fosse infraestrutura e não insumo.
  • Guardar eletrodo em lugar úmido: revestimento que absorve umidade abre poro, e cordão refeito consome duas vezes.
  • Não contar disco de corte, lixa, escova e gás junto do arame. Todos somem do preço pelo mesmo motivo, e o assunto está detalhado nos erros que fazem o montador perder dinheiro.

Consumível é o custo mais fácil de ignorar porque ele é pequeno por peça e enorme por mês. Ninguém quebra por causa de meio quilo de eletrodo num portão. Quebra por causa de meio quilo de eletrodo em duzentos portões, mais o gás, mais o disco, mais a hora que ninguém cronometrou. Se quiser ver esse cálculo já embutido numa proposta pronta, dá pra montar a sua proposta de graça e conferir item por item.

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Perguntas frequentes

Quantos quilos de eletrodo eu preciso pra 100 metros de solda?+

Depende só da perna do filete. Com filete de 4 mm são 11,5 kg de eletrodo revestido; com 6 mm sobem pra 25,9 kg; com 8 mm chegam a 46 kg. Some de 10% a 15% de contingência pra ponto de montagem, cordão refeito e teste, e compre 13 kg e 30 kg nos dois primeiros casos. Antes de fechar a compra, divida o preço de cada embalagem pelo peso dela: a lata de 18 ou 20 kg nem sempre sai mais barata por quilo que a caixinha de 1 kg, e essa conta de dez segundos muda o custo do serviço inteiro.

Arame tubular gasta mais ou menos que arame sólido?+

Gasta mais em peso comprado por metro de cordão, porque a eficiência de deposição do tubular fica na faixa de 80% a 90% contra 92% a 98% do sólido: o fluxo vira escória e não entra na junta. Em compensação, ele deposita mais rápido, dispensa cilindro na versão autoprotegida e aguenta vento em obra externa. Ou seja, você paga mais por quilo de metal depositado e ganha em tempo e em logística. Em bancada fechada, o sólido costuma sair na frente; em obra ao ar livre, o tubular.

Vale a pena trocar o eletrodo pelo MIG na serralheria?+

Na conta do consumível, sim, e por larga margem: o mesmo metro de filete de 4 mm consome 115 g de eletrodo contra 74 g de arame, e o arame ainda custa menos por quilo. Some que não tem troca de vareta nem escória pra picar, o que aumenta bastante o tempo de arco por hora trabalhada. O que pesa do outro lado é o investimento na máquina, o cilindro, a recarga do gás e o fato de que vento em obra externa atrapalha o MIG com gás. Muita oficina resolve com as duas coisas: MIG na bancada, eletrodo ou tubular autoprotegido na rua.

Como sei quantos metros de solda tem a minha peça?+

Some o perímetro soldado de cada encontro. Metalon 20x20 fechado em volta dá 8 cm de cordão por encontro; 30x30 dá 12 cm; 40x40 e 50x30 dão 16 cm cada; 40x60 dá 20 cm. Conte quantos encontros a peça tem, multiplique e você chega no comprimento real, que quase sempre é muito menor do que a intuição diz. Se você solda só dois lados do tubo em vez do contorno inteiro, corte o valor pela metade, mas confira antes se a junta permite.

Preciso de ART para estrutura metálica soldada?+

Depende do que a estrutura sustenta e do que ela pode derrubar. Grade, portão e serviço de bancada normalmente ficam na conta do serralheiro. Mezanino, escada, marquise, estrutura com vão grande, balanço, altura relevante ou qualquer coisa em que a solda seja o que segura carga de gente pedem projeto e ART de profissional habilitado. Nesses casos, a perna do filete, o consumível especificado e o procedimento de solda saem do projeto, não da tabela de oficina, e o custo da ART entra como item no orçamento.

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Carol