Gestão · 10 min de leitura

Quanto cobrar por hora de serralheria: a conta do custo da sua hora em 2026

A hora de mercado começa em R$ 70 e passa de R$ 100 nas capitais em 2026, mas esse não é o seu preço. Aqui está a conta inteira, com exemplo numérico fechado e quanto você perde por hora cobrando abaixo do custo.

Conteúdo da engenharia da Neder. Anos de obra em cobertura, pergolado e estrutura metálica, escrito por quem executa, pra você cobrar e instalar com segurança.

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A hora de serralheiro no Brasil está sendo praticada entre R$ 70 e R$ 90 na média nacional em 2026, passando de R$ 100 nas capitais. Só que esse número não é o seu preço, é a média de gente que também está chutando. O seu sai de uma conta só: some o custo fixo do mês, a folha com encargos, o seu pró-labore e o consumível de bancada, divida pelas HORAS PRODUTIVAS do mês (que não são as horas trabalhadas), e só então acrescente imposto e margem. No exemplo fechado mais abaixo, uma oficina de duas pessoas chega em R$ 98 a hora. Quem tem essa mesma estrutura e cobra R$ 70 está perdendo R$ 20 mil por ano sem saber.

Quanto se cobra por hora de serralheria hoje?

Antes de fazer a sua conta, vale saber onde o mercado está. Estas são as faixas que circulam no Brasil em 2026, levantadas em setembro deste ano em portais de contratação e de conteúdo do setor:

Forma de cobrarFaixa praticada em 2026
Hora de serralheiro, média nacionalR$ 70 a R$ 90
Hora em capital (SP, RJ) ou solda especializadaa partir de R$ 100
Diária de serralheiroR$ 350 a R$ 600
Taxa mínima de visita ou serviço rápidoR$ 100 a R$ 150
Deslocamento por km rodadoR$ 0,50 a R$ 0,80
💡 Essas faixas variam muito por região, por especialização e pelo momento do aço, e servem só pra conferir se você está fora da curva. Elas nunca viram o seu preço. Se o seu custo der acima da faixa, o problema não é o seu preço, é a sua estrutura ou o seu volume.

Por que a hora de mercado não pode virar o seu preço?

Porque a hora do vizinho carrega o galpão dele, o ajudante dele e a dívida dele. Duas oficinas na mesma rua podem ter custo por hora com 40% de diferença: uma paga aluguel de galpão, a outra trabalha no fundo de casa. Copiar o número de fora é o mesmo erro de multiplicar material por dois, que já está detalhado em como precificar serviço de serralheria. A hora certa é uma conta de divisão, e o denominador dela é onde quase todo mundo erra.

Qual a diferença entre hora trabalhada e hora produtiva?

Hora trabalhada é a hora que você está na oficina. Hora produtiva é a hora que você consegue cobrar de alguém. Um mês tem cerca de 22 dias úteis, o que dá 176 horas por pessoa em jornada de 8 horas por dia, ou seja, 40 horas semanais. É essa a premissa da tabela abaixo, para você e para o ajudante: se vocês cumprem as 44 horas da CLT, com o sábado de manhã, a base contratada sobe para cerca de 191 horas no mês e é só refazer a mesma subtração em cima delas. O que não muda é que ninguém fatura as horas contratadas. A metodologia usada na gestão de oficina considera aceitável perder 20% da jornada só com organização, espera de material e retrabalho, sobrando 140 horas vendáveis. Na serralheria o buraco é maior, porque o dono ainda faz orçamento, visita, compra de material e deslocamento, e nada disso entra na nota.

Para onde vai a hora do mêsDonoAjudante
Horas contratadas (22 dias x 8 h, jornada de 40 h semanais)176 h176 h
Orçamento, visita e atendimento-30 h0 h
Compra de material, banco e burocracia-16 h-4 h
Deslocamento não faturado-12 h-12 h
Retrabalho e garantia-10 h-8 h
Organização, limpeza e manutenção de máquina-8 h-22 h
HORAS PRODUTIVAS (faturáveis)100 h130 h
💡 Aqui está o erro que mais faz serralheiro trabalhar de graça: dividir o custo do mês por 176 horas em vez de por 100. O mesmo custo dá R$ 85 numa conta e R$ 149 na outra. É o mesmo tipo de vazamento silencioso dos erros que fazem o montador perder dinheiro: não dói num dia, quebra no ano.

Como medir as suas horas produtivas sem chutar?

Não precisa de sistema nem de planilha bonita. Precisa de três semanas de honestidade:

  1. 1Anote no celular, todo fim de dia, quantas horas você passou EM CIMA DE UMA PEÇA que tem cliente e valor combinado.
  2. 2Anote separado o que não tem dono: orçamento, visita, compra de material, deslocamento, retrabalho de garantia, limpeza.
  3. 3Faça isso por três semanas cheias, incluindo uma semana ruim. Semana boa sozinha mente.
  4. 4Some as horas faturáveis, divida por três e multiplique por 4,3 pra ter o mês.
  5. 5Repita a medição a cada seis meses. Quando o volume de orçamento cresce, a hora produtiva CAI, e o seu preço tem que subir junto.

Quase todo serralheiro que faz essa medição pela primeira vez descobre entre 95 e 130 horas produtivas por pessoa, não 176. É um choque saudável, e é a partir desse número que a conta inteira funciona.

Quanto custa a sua oficina por mês, mesmo parada?

Esse é o bolo que a sua hora precisa pagar antes de você ganhar qualquer coisa. Exemplo realista de uma serralheria de dois homens com galpão de 120 m² numa cidade média:

Custo fixo mensalValor no exemplo
Aluguel do galpão (120 m²)R$ 2.500
Energia elétrica (conta cheia: iluminação, escritório e máquinas)R$ 650
Água, internet e telefoneR$ 320
ContadorR$ 450
Seguro do galpão e do veículoR$ 380
Manutenção de máquina e reposição de ferramentaR$ 350
Veículo (combustível, IPVA, manutenção)R$ 900
Site, anúncio e softwareR$ 300
TOTAL FIXOR$ 5.850

O aluguel é o item que mais muda a sua hora de cidade pra cidade. Um índice de fevereiro de 2026, montado com mais de 8.700 anúncios em 18 cidades, dá esta referência para galpão de até 1.000 m², por m² e por mês:

CidadeAluguel de galpão até 1.000 m² (R$/m² por mês)
São PauloR$ 41,51
CuritibaR$ 29,48
CampinasR$ 27,06
Belo HorizonteR$ 23,62
Rio de JaneiroR$ 20,43
GoiâniaR$ 20,01
FortalezaR$ 19,20
Caxias do SulR$ 19,00

Repare no que isso significa: o mesmo galpão de 120 m² custa R$ 4.981 em São Paulo e R$ 2.304 em Fortaleza. São quase R$ 2.700 de diferença que caem em cima das suas horas produtivas todo mês. Só esse item já muda a hora em mais de R$ 25 numa oficina de 100 horas.

Quanto custa de verdade um ajudante CLT?

Nunca é o salário. Segundo os dados do CAGED atualizados em 03/09/2026, o ajudante de serralheiro tem média nacional de R$ 2.449,33 por 44 horas semanais, com piso médio de R$ 2.698,30. Em cima disso entra a carga que a maioria esquece. Empresa do Simples Nacional não paga o INSS patronal separado, porque ele já está no DAS, mas ainda assim carrega:

Linha do custo% sobre o salárioNo exemplo (salário R$ 2.450)
Salário base100%R$ 2.450
FGTS8,00%R$ 196
Provisão de 13º8,33%R$ 204
Provisão de férias + 1/311,11%R$ 272
FGTS sobre 13º e férias1,56%R$ 38
Provisão de multa rescisória3,82%R$ 94
Vale-transporte, EPI e examesvariávelR$ 320
CUSTO REAL POR MÊScerca de 146%R$ 3.574

A base fixa de encargos do Simples é 27,44% (FGTS, 13º, férias e o terço). Com o FGTS que incide sobre 13º e férias, mais a provisão de multa rescisória, passa de 32%. Somando vale-transporte, EPI e exames, o ajudante de R$ 2.450 custa perto de R$ 3.600. Quem coloca R$ 2.450 na planilha está errando o custo da própria hora em quase 50% na linha da folha.

O seu pró-labore entra na mesma lógica: é custo da empresa, não sobra. O mínimo legal é um salário mínimo, que em 2026 é R$ 1.621, e sobre ele incide 11% de INSS, com teto de contribuição de R$ 8.475,55 (ou seja, no máximo R$ 932,31 por mês). Se você tira dinheiro do caixa sem lançar pró-labore, a sua hora está saindo barata porque você mesmo está fora da conta.

Quanto some de consumível por hora de bancada?

Disco, eletrodo, arame e gás não são fixos: eles andam com a hora de bancada. A energia fica de fora desta tabela de propósito. Ela já entrou inteira na conta de luz do custo fixo ali em cima, e colocar de novo aqui seria contar a mesma energia duas vezes, inflando o seu preço por engano e fazendo você perder obra sem motivo. Esta é a faixa por hora, com preços de referência levantados em setembro de 2026 em lojas brasileiras:

ConsumívelPreço de referência (09/2026)Custo por hora de bancada
Disco de corte 4.1/2 polcaixa com 25 por volta de R$ 62 (cerca de R$ 2,50 cada)R$ 0,50 a R$ 1,50
Disco de desbaste e flapR$ 8 a R$ 20 a unidadeR$ 0,50 a R$ 1,20
Eletrodo E6013a partir de R$ 20/kg, chegando a R$ 35/kg em embalagem pequenaR$ 1,25 a R$ 5,00
Arame MIG ER70S-6 + gásrolo de 15 kg por volta de R$ 320, mais a recarga do cilindroR$ 2,00 a R$ 6,00
Broca, serra, lixa, estopa, retoque de tinta e miudeza de bancadavariávelR$ 1,00 a R$ 2,50
TOTAL POR HORA (eletrodo ou arame, não os dois, e sem energia, que já está no custo fixo)R$ 4 a R$ 10

Uma inversora de 200 A puxa perto de 7.000 W (cerca de 8 kVA) com ciclo de trabalho de 60%. Ela não fica ligada o dia inteiro no arco, mas somada à policorte, à esmerilhadeira e ao compressor, uma oficina de dois homens queima com facilidade de 6 a 14 kWh por dia. Com a tarifa entre R$ 0,85 e R$ 1,10 o kWh já com impostos, isso dá de R$ 110 a R$ 340 por mês só de máquina, e é essa parte que engorda a conta de luz que você já lançou lá no custo fixo. Se você quiser o seu número exato de consumível em vez da faixa, some as notas de disco, solda e gás dos últimos três meses e divida pelas horas produtivas do mesmo período. É a conta mais honesta que existe, e leva quinze minutos.

Como entram imposto e margem no preço da hora?

Imposto e margem não se somam no fim, se aplicam por dentro. Se você é MEI, o teto continua em R$ 81.000 por ano em 2026 e o DAS fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês, valor fixo que entra como custo fixo, não como percentual. Se você é ME no Simples, a serralheria que fabrica (CNAE 2542-0/00) cai no Anexo II, que começa em 4,5% na primeira faixa e não usa Fator R. Confirme o seu anexo com o seu contador antes de travar a conta, porque instalação e obra podem cair em anexo diferente.

💡 O erro de matemática que come a margem inteira: se você quer 20% de margem, NÃO multiplique o custo por 1,20. Custo de R$ 100 vezes 1,20 dá R$ 120, e R$ 20 sobre R$ 120 é 16,7%, não 20%. A conta certa é dividir: preço = custo dividido por (1 menos imposto menos margem). Com 4,5% de imposto e 20% de margem, você divide por 0,755.

Exemplo completo: a hora da Serralheria do Zé

Zé é o dono, tem um ajudante CLT e o galpão de 120 m² do exemplo. Juntando tudo o que já foi levantado acima, a conta fecha assim:

Etapa da contaValor
Custos fixos do mêsR$ 5.850
Ajudante CLT com encargos e benefíciosR$ 3.574
Pró-labore do Zé (R$ 5.000) + INSS de 11%R$ 5.550
CUSTO MENSAL TOTALR$ 14.974
Horas produtivas (Zé 100 h + ajudante 130 h)230 h
Custo por hora produtivaR$ 65,10
+ consumível de bancada (parte alta da faixa: o Zé solda MIG quase todo dia)R$ 9,00
CUSTO DIRETO DA HORAR$ 74,10
Preço com imposto de 4,5% e margem de 20%R$ 98,15

R$ 98 a hora. Esse número assusta quem está acostumado a falar R$ 70 no telefone, mas ele é o que a estrutura do Zé exige. E olha que a conta está enxuta: não tem prejuízo de obra errada, não tem inadimplência, não tem provisão pra trocar a inversora e não tem um mês fraco de fevereiro. Se você quiser rodar essa conta com os SEUS números em vez dos do Zé, a calculadora de preço por hora de serralheria faz a divisão pra você.

Quanto você perde por hora cobrando abaixo do custo?

Aqui é onde o assunto para de ser teoria. Com o custo direto de R$ 74,10 e o imposto de 4,5%, o ponto de empate do Zé é R$ 77,59 a hora (74,10 dividido por 0,955). Abaixo disso, cada hora de bancada tira dinheiro do bolso dele. Nas 230 horas produtivas do mês:

Hora cobradaSobra por hora depois do impostoResultado no mês (230 h)No ano
R$ 60R$ 57,30 contra R$ 74,10 de custoPERDE R$ 3.864PERDE R$ 46.368
R$ 70R$ 66,85 contra R$ 74,10 de custoPERDE R$ 1.667,50PERDE R$ 20.010
R$ 77,59sobram R$ 74,10 e empataR$ 0R$ 0
R$ 88R$ 84,04 contra R$ 74,10 de custoGANHA R$ 2.286,20GANHA R$ 27.434
R$ 98,15R$ 93,73 contra R$ 74,10 de custoGANHA R$ 4.514,90GANHA R$ 54.179

Repare que a diferença entre cobrar R$ 70 e cobrar R$ 98 não é 40% a mais de faturamento: é a diferença entre perder R$ 20 mil e ganhar R$ 54 mil no ano. Em cima da mesma bancada, das mesmas mãos e do mesmo aço. Quem cobra R$ 60 e vive dizendo que trabalha muito e não sobra nada não está sendo azarado. Está financiando o cliente.

Cobrar por hora, por m² ou por peça?

A hora é a sua ferramenta interna de medida, não necessariamente o formato que vai no orçamento. O cliente final quase sempre prefere preço fechado. A regra prática:

  • Manutenção, reparo, solda avulsa e serviço imprevisível: cobre por hora ou por diária, com mínimo de deslocamento.
  • Peça repetida e conhecida (portão, grade, corrimão): cobre fechado, usando a hora só pra calcular por dentro, como está detalhado em quanto cobrar por um portão de garagem.
  • Cobertura e estrutura: cobre por m² ou por obra fechada, porque o cliente já compara nesse formato e o vão é o que manda no custo.
  • Obra longa fora da cidade: cobre por diária com deslocamento e hospedagem à parte, nunca embutido.
  • Serviço na casa do cliente com hora aberta e sem escopo: é a receita do prejuízo. Feche escopo ou feche pacote de horas.

Mesmo quando o preço vai fechado, é a hora que diz se aquele fechado presta. Se você orçou um portão em R$ 3.200 e ele consumiu 40 horas de bancada, você vendeu a sua hora por R$ 80 menos o material. Sem a hora calculada, você não tem como saber se aquilo foi bom negócio ou não. Em cobertura, onde o preço quase sempre sai por m², vale bater o seu fechado contra a calculadora de preço de cobertura por m² antes de mandar a proposta.

Como subir o preço da hora sem perder cliente?

  1. 1Nunca anuncie o valor da hora solto no WhatsApp. Anuncie o serviço com escopo, prazo e garantia. Hora nua vira comparação de preço na hora.
  2. 2Suba em degraus. Reajuste de 8% a 12% em obra nova quase não gera atrito. Salto de 40% de uma vez gera.
  3. 3Suba primeiro no cliente novo e no serviço em que você é claramente melhor (solda de inox, estrutura, acabamento fino).
  4. 4Entregue proposta escrita e no mesmo dia. Preço maior com proposta profissional fecha mais que preço menor por áudio, e um modelo de orçamento pronto resolve isso sem você virar digitador.
  5. 5Mostre o que está incluso, item por item. O cliente não recusa o seu preço, ele recusa o preço que ele não entendeu.
  6. 6Recuse serviço abaixo do custo mesmo com a agenda vazia. Hora vazia custa o fixo. Hora abaixo do custo custa o fixo mais o prejuízo.
💡 Quando a obra exige cálculo estrutural, a hora do engenheiro não é a sua hora, e a ART é item separado do orçamento, com valor conhecido: pela Tabela A do Confea em vigor no exercício 2026 (Decisão Plenária nº 0450/2025), a ART de obra ou serviço custa R$ 108,39 para contrato de até R$ 15.000 e R$ 285,59 acima disso, e o Confea já publicou R$ 112,48 e R$ 296,35 para 2027. Confira o ano no topo da coluna no site do Confea antes de lançar, porque a tabela do exercício seguinte entra no ar ainda no meio do ano. Conta de bolso não substitui responsável técnico, e cobrar a ART aberta no orçamento é sinal de empresa séria, não de preço caro. Dá pra montar essa proposta de graça e ver como fica.

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Perguntas frequentes

Quanto cobrar por hora de serralheria em 2026?+

O mercado brasileiro pratica de R$ 70 a R$ 90 na média nacional e passa de R$ 100 em capital, mas isso é referência, não preço. O seu número sai do custo mensal total dividido pelas suas horas produtivas, mais imposto e margem por dentro. Numa oficina de dois homens com galpão alugado, esse cálculo costuma cair entre R$ 90 e R$ 110. Quem trabalha no fundo de casa, sem folha e sem aluguel, chega bem abaixo disso e ainda lucra.

Como calcular o valor da hora de serralheiro passo a passo?+

Some tudo que a empresa gasta no mês: fixos, folha com encargos e o seu pró-labore. Divida esse total pelas horas produtivas do mês, não pelas horas trabalhadas. Some o consumível por hora de bancada, que fica entre R$ 4 e R$ 10 quando a energia já está lançada no custo fixo. No fim, divida o resultado por (1 menos a alíquota do imposto menos a margem que você quer), porque somar imposto e margem por cima entrega menos do que você imagina.

Quantas horas produtivas tem o mês de uma serralheria?+

Bem menos que as 176 horas contratadas de uma jornada de 8 horas em 22 dias (quem faz as 44 horas semanais da CLT parte de cerca de 191 horas). A referência de gestão de oficina já considera aceitável perder 20% da jornada, sobrando 140 horas. Na serralheria, com orçamento, visita, compra de material, deslocamento e retrabalho por cima, o dono normalmente fica entre 95 e 110 horas faturáveis, e o ajudante entre 120 e 135. Meça as suas por três semanas antes de acreditar em qualquer número de fora.

O que entra no custo de um funcionário além do salário?+

No Simples Nacional, a base fixa é 27,44% de FGTS, 13º, férias e o terço constitucional, já que o INSS patronal está embutido no DAS. Com o FGTS que incide sobre 13º e férias e a provisão de multa rescisória, o total passa de 32%. Somando vale-transporte, EPI e exames, um ajudante de R$ 2.450 custa perto de R$ 3.600 por mês. Fora do Simples, os encargos patronais de cerca de 27% se somam a isso.

Vale a pena cobrar por hora ou fechar preço por serviço?+

As duas coisas ao mesmo tempo. Calcule por hora sempre, para saber o seu custo real, e apresente fechado quase sempre, porque é o que o cliente final entende e aceita. A cobrança por hora aberta faz sentido em manutenção, reparo e serviço sem escopo definido. Em peça conhecida, o preço fechado protege você da desconfiança do cliente e protege o cliente da sua estimativa otimista de tempo.

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Carol